Sobre a autora

Jocimara Mello escreve porque discordar em silêncio nunca funcionou muito bem pra ela.

Antes de escrever ficção e ensaios teóricos, era só curiosidade demais grudada em tecnologia — a ponto de virar hábito de acompanhar de perto, questionar, entender por dentro. Hoje escreve ficção científica, ensaios teóricos e uma revista acadêmica que ninguém pediu — mas que, segundo ela, “os pares teriam adorado, se não tivessem fugido pela janela.”

O trabalho gira em torno de uma pergunta chata de responder: o que fazemos quando as certezas que organizam nossa vida — sobre consciência, tecnologia, decisão, sobre quem ou o que merece confiança — simplesmente param de servir?

Não tem resposta fácil. Por isso ela escreve em três registros diferentes: ficção, pra explorar o que a teoria ainda não alcança; ensaio teórico, pra formalizar o que a intuição já desconfiava; e sátira, porque tem coisa que só sobrevive sendo levada a sério e não sendo levada a sério ao mesmo tempo.

Fora as ideias grandes, a rotina é bem terra a terra: gerencia uma loja, mantém uma prática diária de gratidão com o filho, mãe, e organiza a vida em torno de rotina — porque criatividade sem estrutura, pra ela, é só caos com boa intenção.

Hipóteses Inconvenientes nasceu desse cruzamento: um espaço para perguntas que talvez não devessem existir, mas existem mesmo assim.